Urias Sérgio

Vivo da esperança de ver o soerguimento da ética e da razão e isso dá-me forças de continuar lutando

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SAIBA MORRER QUEM VIVER NÃO SOUBE...



... Disse Gilmar Mendes parafraseando Bocage - ao se referir a ao procurador Rodrigo Janot a quem vem soltando suas farpas ultimamente.
Gozado, tem outra frase de domínio público que diz - macaco senta no seu rabo e fica brincando com o rabo de outro... talvez mais indicada para o texto e ao termo. Vejam bem: Gilmar Mendes o todo poderoso ministro que tem demonstrado toda a capacidade de fazer a justiça a seu modo e de quão estranho modo pareça - a partir da defesa de vários políticos e empresários condenados, mandando soltá-los em razão de seu relacionamento afetivo direto e indireto com as partes. Até parece que a justiça lhe pertence, que é sua e de sua inteira e total decisão e competência o poder do discernimento sobre a lei e a ordem. E vem falar de Bocage... creio que se referindo àquelas e tão constantes e benfazejas peças literárias em que o famoso escritor português, utilizando-se de sua grande capacidade filosófica e como extraordinário poeta que foi, brinca com as palavras, com as frases, com os enredos, com os arremedos e com suas próprias experiências ninfomaquiavelicas, através de belos chifres adotados ou noutros plantados, a guisa de uma vida mundana extremamente marcada pela luxuria e pela lascívia.
Longe de chegar perto da qualidade literária de Bocage, se olhado através de suas características faciais e físicas quer me parecer que mister Gilmar não foi “aquelas coisas todas” em se tratando de “boniteza” em sua juventude e se não o foi durante, imaginem depois! Certamente ficou bem pior. A “carrancudice” de seu semblante mordaz, o olhar de peixe morto e o aspecto sombrio do repuxado dos cantos de sua enorme boca, demonstram claramente a angústia de alguém QUE VIVER NÃO SOUBE, ou não lhe tenha sido dado a oportunidade de ser feliz.
É muito estranho o rigor que o sentido de proteção e de direito à razão dá à vida daqueles que não conseguem conviver com o discernimento e com o bom senso. Não existe, pudor, ética, respeito ou qualquer outro dom que consiga se sobrepor a sua auto-crítica no contexto de seu narcisismo exacerbado.
Em assim sendo, até parece que o senhor Gilmar, ao se referir a Bocage, estivesse conversando com seu próprio espelho!

Urias Sérgio de Freitas.
 
Urias Sérgio
Enviado por Urias Sérgio em 17/09/2017
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